Sobre o Jogo:
Little Misfortune é um jogo narrativo de aventura que foi desenvolvido e distribuído pela Killmonday Games em 2019. Tem tradução PT-BR e está disponível para PC, consoles e mobile.
Somos situados na cidade fictícia de Openfields, na Suécia, em 1993. O jogo gira em torno de Misfortune, uma menina de 8 anos extremamente imaginativa e curiosa que é guiada por uma voz em sua cabeça, o Sr. Voz, que propõe a ela um jogo, cujo prêmio no final é a Felicidade Eterna, no qual ela pretende dar para sua mãe que precisa mais do que ela.
Durante o trajeto, a menina relembra momentos de sua vida familiar e comenta situações do cotidiano enquanto segue as orientações do narrador. Ela demonstra curiosidade constante e tanta encontrar alegria em tudo o que vê, mesmo quando encontra personagens excêntricos e situações inusitadas. A história se desenrola por meio de diálogos e pequenas ações, sem foco em desafios ou combates. O jogador acompanha os acontecimentos passo a passo.
Ao longo da jornada, surgem indícios de que nem tudo é tão simples quanto parece, e a aventura infantil passa por lugares cada vez mais peculiares. A busca da menina por felicidade guia toda a história, enquanto caminha por diferentes lugares próximos de sua casa, conversando com pessoas, animais e criaturas estranhas. O enredo se desenvolve de forma linear, conduzindo o jogador por essa caminhada única.
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Minha Opinião:
Eu descobri esse jogo assistindo uma gameplay na Twitch do Dimas como sempre e amei demais, então fiz questão de comprar e jogar duas vezes seguidas só para conseguir todas as conquistas e platinar o jogo, haha, o que levou apenas 9 horas, mas dá para zerar tranquilamente em menos tempo.
Little Misfortune é um jogo interativo, focado na exploração e na interação com vários personagens que aparecem ao longo da história (bons e ruins), onde não há escolhas certas ou erradas, mas apenas diferentes consequências, e cada uma delas levando a um desfecho diferente da história. A personagem é extremamente fofa, cheia de carisma e inocência, por isso que ela não vê maldade em cenas pesadas que ela encontra em seu caminho como drogas, prostituição, crime, suicídio etc. E isso inclui o relacionamento dos seus próprios pais.
Uma questão que vale a pena pontuar no jogo é o fato de todos os humanos na história usarem máscaras sorridentes como uma forma de mostrar o quanto as pessoas tentam esconder seus reais sentimentos e fingem estarem bem, e isso é muito interessante de ser observado. O jogo se desenvolve em 2D, com foco em exploração leve e escolhas pontuais. Desde o início, o contraste entre a inocência da criança e o tom estranho da narrativa chama atenção.
Visualmente, Little Misfortune adota um estilo cartunesco, com trilha sonora suave que reforça o tom melancólico da história. O jogo aborda temas sensíveis de forma simbólica e cuidadosa, sempre pelo olhar ingênuo da criança que acredita que pode resolver tudo com seu “glitter mágico” e transformar toda a dor em amor. A narrativa se constrói mais pelo que é sugerido do que pelo que é explicitamente mostrado. É uma experiência curta, mas emocionalmente marcante, que convida à reflexão sem recorrer a explicações diretas.
Eu acabei jogando duas vezes. A primeira, fazendo todas as escolhas que eu realmente faria. Já a segunda vez, sempre escolhendo a outra opção que eu normalmente não escolheria, com a objetivo de ver quais seriam todas as consequências e todos os finais possíveis do jogo. Valeu muito a pena, apesar de ser obrigada a passar por algumas situações mais tristes do que outras.
É um jogo curto e sem muitos desafios, porém memorável, incrível e inteligente. Virou um dos meus favoritos da vida.
Desenvolvedor: Killmonday Games
Distribuidor: Killmonday Games
Lançamento: 2019
Jogadores: 1 pessoa (singleplayer)
Gênero: Aventura, Indie, Narrativo, Point and Click
Descrição: Little Misfortune acompanha uma menina de oito anos que sai de cada para viver uma aventura em busca da felicidade eterna. Guiada por uma voz misteriosa, ela percorre lugares próximos enquanto conversa e reage ao mundo à sua maneira infantil. Durante o caminho, a garota encontra pessoas, animais e situações incomuns que fazem parte de sua jornada. A história é contada de forma linear, sempre pelo ponto de vista inocente da protagonista. O enredo se desenvolve ao longo desse passeio, revelando aos poucos o verdadeiro propósito da caminhada.
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