filmes nacionais favoritos


Aproveitando que hoje é dia 07 de setembro, que é o Dia da Independência do Brasil, resolvi reunir alguns dos meus filmes brasileiros favoritos e que eu acho simplesmente obras-primas, absolut cinema, de tão fantásticos e impactantes que são.

Aqui temos uma seleção que mistura dramas marcantes, comédias inesquecíveis, histórias baseadas em fatos reais e filmes que ganharam reconhecimento internacional. São produções muito queridas pelo público e que, de alguma forma, ajudaram a contar um pouco da nossa história, da nossa cultura e no nosso jeito de ser.


Central do Brasil (1998)



Central do Brasil acompanha Dora, uma mulher que escreve cartas para pessoas analfabetas na estação Central do Brasil, e Josué, um menino que perde a mãe e fica sozinho. Os dois embarcam em uma viagem pelo interior do país em busca do pai do garoto e acabam criando um forte vínculo. Com uma atuação marcante de Fernanda Montenegro, o filme conquistou reconhecimento internacional e se tornou um dos grandes clássicos do cinema nacional.


O Auto da Compadecida (2000)



O Auto da Compadecida é um dos filmes brasileiros mais queridos pelo público. Inspirado na obra de Ariano Suassuna, acompanha João Grilo e Chicó, dois amigos que vivem de pequenos golpes e confusões no sertão nordestino. Com muito humor e personagens inesquecíveis, o filme também aborda temas como fé, desigualdade e injustiça. É daqueles filmes que atravessam gerações e continuam divertidos mesmo depois de inúmeras reprises.


Cidade de Deus (2002)



Cidade de Deus mostra a realidade de diferentes personagens que vivem na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, em meio ao crescimento da violência e do tráfico de drogas. A história é acompanhada principalmente pelo jovem Buscapé, que encontra na fotografia uma maneira de escapar daquela realidade. Intenso e visualmente marcante, o filme conquistou reconhecimento internacional e recebeu quatro indicações ao Oscar.


Carandiru (2003)



Carandiru é baseado no livro Estação Carandiru, de Drauzio Varella, e retrata o cotidiano dos presos da Casa de Detenção de São Paulo. O filme apresenta as histórias e relações entre os detentos e mostra a realidade daquele lugar antes dos acontecimentos que culminaram no massacre de 1992. É uma produção forte e emocionante, que procura mostrar as pessoas por trás das histórias de violência.


2 Filhos de Francisco (2005)



2 Filhos de Francisco conta a história de Francisco Camargo e de sua família, acompanhando a trajetória de seus filhos Mirosmar e Welson, que se tornariam conhecidos como Zezé Di Camargo e Luciano. O filme mostra as dificuldades enfrentadas pela família até a dupla alcançar o sucesso na música sertaneja. Mais do que uma história sobre música, é uma produção sobre família, sonhos e perseverança.


Tropa de Elite (2007)



Tropa de Elite acompanha o Capitão Nascimento, integrante do BOPE, em meio aos conflitos envolvendo violência, tráfico de drogas e corrupção policial no Rio de Janeiro. Intenso e cheio de cenas marcantes, o filme provocou muitas discussões sobre segurança pública e os limites da atuação policial. Tornou-se um enorme sucesso no Brasil e um dos filmes nacionais mais populares dos anos 2000.


Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro (2010)



Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro continua a história de Capitão Nascimento, mas amplia a discussão para questões políticas e estruturas de poder. O personagem passa a perceber que os problemas da segurança pública vão muito além do confronto entre policiais e criminosos. Mais político e crítico que o primeiro, o filme foi um enorme sucesso de público e se tornou uma das maiores bilheterias do cinema brasileiro.


Minha Mãe é uma Peça (2013)



Minha Mãe é uma Peça apresentou ao público Dona Hermínia, personagem interpretada por Paulo Gustavo que rapidamente se tornou uma das mães mais famosas do cinema brasileiro. O filme acompanha seu jeito exagerado e divertido de lidar com os filhos e com as mudanças da família. Com situações muito próximas do cotidiano, conquistou o público justamente pela identificação e pelo humor.


Hoje eu quero voltar sozinho (2014)



Hoje Eu Quero Voltar Sozinho é uma história delicada sobre adolescência, amizade, independência e descoberta do amor. Leonardo, um adolescente cego, começa a desenvolver sentimentos por Gabriel, um novo colega de escola, enquanto busca conquistar mais autonomia. Sensível e leve, o filme aborda a descoberta da sexualidade de maneira natural e conquistou público e crítica dentro e fora do Brasil.


Que horas ela volta? (2015)



Que Horas Ela Volta? acompanha Val, uma empregada doméstica que trabalha há anos na casa de uma família rica de São Paulo. A chegada de sua filha, Jéssica, muda a dinâmica da casa ao questionar regras e diferenças sociais que sua mãe sempre aceitou. Com Regina Casé no papel principal, o filme aborda desigualdade, relações de trabalho e oportunidades de maneira bastante sensível.


Minha Mãe é uma Peça 2 (2016)



Minha Mãe é uma Peça 2 mostra Dona Hermínia enfrentando uma nova fase da vida enquanto os filhos crescem e seguem seus próprios caminhos. Como sempre, ela não consegue ficar de fora das decisões da família e acaba se envolvendo em diversas situações engraçadas. O filme mantém o humor do primeiro e também aborda, de maneira divertida, aquela dificuldade que muitos pais têm de aceitar que os filhos cresceram.


Bacurau (2019)



Bacurau é uma das produções mais originais do cinema brasileiro recente. A história se passa em uma pequena comunidade do sertão pernambucano que percebe que algo estranho está acontecendo e precisa se unir para enfrentar uma ameaça inesperada. Misturando suspense, ação, ficção científica e crítica social, o filme conquistou reconhecimento internacional e se tornou uma obra bastante comentada.


Minha Mãe é uma Peça 3 (2019)



Minha Mãe é uma Peça 3 encerra a trilogia de Dona Hermínia mostrando uma nova fase da personagem e de seus filhos, agora adultos. As mudanças na família fazem com que ela precise lidar com o fato de que já não consegue controlar a vida dos filhos como antes. Além das situações engraçadas, o filme ganhou um tom mais emocionante por marcar a despedida de Paulo Gustavo do personagem.


Ainda Estou Aqui (2024)



Ainda Estou Aqui conta a história de Eunice Paiva após o desaparecimento de seu marido, Rubens Paiva, durante a ditadura militar brasileira. O filme mostra sua luta para cuidar da família e preservar a memória do marido enquanto busca respostas sobre o que aconteceu. Com uma atuação muito elogiada de Fernanda Torres, a produção conquistou enorme reconhecimento internacional e fez história ao vencer o Oscar de Melhor Filme Internacional.



O Agente Secreto (2025)



O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, se passa no Brasil de 1977, durante a ditadura militar. A história acompanha Marcelo, um homem que chega ao Recife durante o Carnaval tentando reencontrar o filho, mas acaba envolvido em uma situação muito mais perigosa do que esperava. O filme recebeu grande destaque internacional, com prêmios para Kleber Mendonça Filho e Wagner Moura no Festival de Cannes.



Longe de mim querer que este seja um post patriótico! Eu só quis aproveitar a data para falar de uma coisa que gosto muito: o nosso cinema. O cinema brasileiro é tão diverso quanto o próprio Brasil e nos presenteia com histórias que fazem rir, chorar, refletir e, muitas vezes, reconhecer um pouquinho de nós mesmos na tela.

Tenho um carinho enorme por todos esses filmes, cada um por um motivo diferente, e acredito que eles merecem continuar fazendo parte das nossas memórias e sendo descobertos pelas novas gerações. Afinal, algumas histórias são boas demais para serem esquecidas.


0 comments