O programa de TV


Como Trabalho de Conclusão de Curso em 2016, eu e meu grupo (Cineart Produções), resolvemos fazer o piloto de um programa de TV chamado IntroMeteu.

Sinopse do programa: IntroMeteu é um projeto de televisão apresentado por Taísa Pelosi, cujo tema principal é sexo. Misturando informação com entretenimento, o programa é gravado inteiramente em externa e traz convidados e a participação do público para discutir esse tema sem papas na língua, com uma linguagem jovem e muito ousada, sempre com muito bom humor, jogos e brincadeiras.


O nome do programa, “IntroMeteu”, tem propositalmente duplo sentido. O primeiro vem do adjetivo “intrometido”, que faz alusão às duas Drags Queen que temos no quadro “Pergunte às Drags” que adoram se intrometer na vida dos outros e dar suas próprias opiniões. Já o segundo significado vem das palavras “Intro”, que é “entrou”, e “meteu”, ambas popularmente conhecidas e relacionadas à relação sexual.



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Programa Piloto


A primeira temporada do programa seria composta por 13 episódios. O primeiro deles, sendo o piloto que gravamos, se chama: Proibido é mais gostoso?

Com essa questão que dá nome ao episódio, nós queríamos colocar em pauta se fazer sexo em lugares proibidos ou mesmo tentar posições sexuais pouco conhecidas e exploradas contribui ou não para tornar o sexo em si melhor, se isso aguça a curiosidade das pessoas ou se reprime e acaba com o desejo sexual.



Para a gravação das cabeças do programa com a apresentadora Taísa Pelosi que comenta esse tema e chama os quadros, nós resolvemos gravar na lanchonete Zé do Hamburger (São Paulo/SP) por ter uma decoração retrô e bem colorida, divertida, que combina com o conceito de “pop art” de todo o programa.



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Os quadros do programa


O programa tem duração de 24 minutos (numa grade de programação que ocupa 30 minutos, sendo 6 minutos destinado ao intervalo comercial). Ele é formado por três blocos e teriam três quadros, sendo eles:

• Pergunte às Drags
Duas Drags Queen leem as dúvidas do telespectador sobre sexo enviadas para elas através das redes sociais e respondem de forma engraçada e exagerada. Faz parte do bloco 1. Foi gravado na Esmalteria Nacional, na unidade da Pompéia (São Paulo/SP).



• Comendo bem, que mal tem?
Um jogo de perguntas e respostas em que dois competidores respondem as perguntas sobre sexo que a apresentadora faz para eles. Se acertarem, ganham pontos e o direito de comer a “comida picante” que estará espalhada nos corpos de dois modelos do programa, mas se errarem, não comem nada. Ao final, o competidor cujo modelo estiver com menos comida no corpo, ganha. Faz parte do bloco 2. Foi gravado no Parque da Independência (São Paulo/SP).



• Rapidinha Casual
A apresentadora se encontra com um convidado famoso para entrevistar ele e bater papo sobre sexo de forma geral e sobre o tema do episódio em questão. No programa atual, nós entrevistamos Penélope Nova, ex-VJ da MTV. Faz parte dos blocos 2 e 3. Foi gravado no Hotel Transamérica Executive 21st Century (São Paulo/SP).



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Fiquem agora com o programa de TV IntroMeteu, episódio 1: Proibido é mais gostoso?




Ficha Técnica:
Direção: Tawane Pelosi | Roteiro: Renata Carvalho | Direção de Arte: Eduardo da Silva e Tawane Pelosi | Produção: Juliane Ferreira e Vitor Xavier | Produção Executiva: Renata Carvalho e Vitor Xavier | Captação de Som e Microfonagem: Beatriz Alves e Vitor Xavier | Direção de Fotografia: Eduardo da Silva | Operadores de Câmera: Eduardo da Silva, Ingrid Brito e William Salú | Edição e Efeitos Visuais: Eduardo da Silva

Elenco: Taísa Pelosi, Caio Borges, Leandro Santana, Guilherme Patzina, Nuha Chahine, Guilherme Stoppa, Juliana Souza e Penélope Nova

Programa de TV – Longa Duração – Full HD – 24. Min. – Cor – Som Estéreo – São Paulo – 2016

Orientação:
Prof. Me. Luís Carlos Soares

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Contato: cineartproducoes@gmail.com

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TCC de RTVI:
5/5: Programa de TV: IntroMeteu


O programa de TV Como Trabalho de Conclusão de Curso em 2016, eu e meu grupo ( Cineart Produções ), resolvemos fazer o piloto de um programa...




Preparando a apresentação


Engana-se quem pensa que todos os nossos problemas e preocupações tinham acabado no momento em que entregamos os DVDs e o projeto escrito para a banca, haha. Agora começou uma nova etapa: preparar a apresentação da Banca Pública.

Definimos os tópicos mais importantes para falar na apresentação e com eles montamos um Power Point que iria ilustrar as nossas falas. Cada um do grupo ficou responsável por um tópico do programa para falar sobre ele na apresentação, então todos ensaiamos bastante com antecedência.

Sim, fizemos reuniões até para ensaiarmos juntos nossa apresentação.

Reuniões para montar nossa apresentação

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O dia da apresentação




Claro que fizemos um grande “auê” para a nossa apresentação, haha. Convidamos todos os nossos familiares, amigos e conhecidos para assistirem nossa Banca que seria aberta ao público. Até evento no Facebook nós fizemos, com dia, horário e local, para convidar todo mundo, hahaha. Os meus pais e minhas irmãs foram me prestigiar.

Nós nos arrumamos bem chiques, hihi. Combinamos que as meninas do grupo usariam vestido preto social e os meninos usariam camisa social. Fizemos cabelo e maquiagem. Mas apesar de por fora estarmos bem elegantes, por dentro estávamos uma pilha de nervos, rindo de nervoso, cada um repassando na mente a própria apresentação.



Eu mesma sou uma pessoa muito tímida, detesto fazer apresentações, mas não tinha jeito, precisava fazer aquilo, então ao invés de ficar sofrendo em negação, eu aceitei logo e me preparei para fazer uma boa apresentação, respirando fundo para me acalmar e tendo em mente que não estaria sozinha, outros cinco amigos estavam ali comigo no mesmo barco, passando pelo mesmo que eu, e isso foi um pouco tranquilizador.

Quando chegou a hora, subimos no palco e fizemos nossa apresentação. Demos boa noite a todos os presentes ali no anfiteatro, nos apresentamos individualmente e também como grupo, como a produtora Cineart Produções, e apresentamos o nosso projeto, o programa de TV.



Falamos um pouco como funciona aquele programa, como é o programa piloto, como são os três quadros dele, a que tipo de público o programa se destinaria, qual emissora ele combina, quais foram as nossas referências estéticas para criar toda a direção de arte do programa, explicamos o motivo da classificação indicativa ser de 14 anos, qual seria o orçamento para uma emissora de TV produzir ele de verdade, e qual foi o orçamento real que gastamos de verdade para fazer o programa. Fizemos nossas considerações finais e agradecemos a atenção de todos.

Após isso, chegou a hora de realmente mostrar ao público todo o programa que filmamos que tinha duração de 24 minutos, e todos assistiram. Fiquei bem feliz que em algumas partes engraçadas o público realmente riu, então atingimos o objetivo. Quando terminou, agradecemos mais uma vez a atenção e a presença de todos e finalizamos.




Finalmente os nossos três professores que compunham a banca comentaram sobre tudo, tanto a filmagem quanto o projeto escrito que eles tinham em mão, também fizeram perguntas e nós respondemos. No final eles saíram uns minutos para conversarem entre si enquanto que nós do grupo aguardávamos nervosos no palco mesmo. Quando eles voltaram, foi para falar que NÓS ESTÁVAMOS APROVADOS.

Ah que momento glorioso! Todo mundo na plateia bateu palmas e eu senti um peso enorme sair de cima de mim, o alívio foi gigantesco. Nós fomos abraçar todos os professores e tirar fotos juntos, depois cada um foi se reunir com seus familiares e amigos. Meus pais e irmãs me deram parabéns e disseram que estavam felizes e orgulhosos de mim, foi maravilhoso.

Me despedi de todo mundo, todos do meu grupo e os familiares deles que eu conhecia, e fui embora com a minha família me sentindo bem mais leve e feliz.



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A nossa comemoração




No final das contas, acabamos não gastando todo o dinheiro que juntamos para fazer aquele trabalho, sobrou um valor considerável, então nós decidimos que iríamos gastar numa comemoração no Outback.

Foi legal nos reunirmos sob essas circunstâncias, pra comer e beber, rirmos e jogar conversa fora, infinitamente mais leves sabendo que fomos aprovados, após todo o estresse que passamos ao longo de todo aquele ano de 2016. Nós merecemos!

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Considerações finais




Nossa que loucura que foi fazer um TCC. Eu já estava preparada e sabia que não seria fácil, como de fato não foi, nenhuma surpresa, mas ainda assim isso não torna tudo menor pior. Foi tudo muito cansativo, exaustivo, estressante, preocupante.

Mas não foi de todo ruim, afinal eu estava fazendo um curso que eu adoro que é o Rádio, TV e Internet, então consequentemente fazendo de TCC algo que eu também gostava muito (que é um projeto audiovisual). Sem contar que eu não passei por aquilo tudo sozinha, eu fazia parte de um grupo, ou seja, mais pessoas ali comigo para vivenciar as mesmas emoções do que eu, então certamente me entenderiam e eu os entenderia.



Com certeza isso tudo contribuiu para a coisa toda do TCC não ter sido algo tão terrível assim pra mim, e isso fez toda a diferença, pois eu não sei se conseguiria ir até o fim se eu estivesse cursando algo que eu não gostasse, ou estivesse sozinha.

Enfim, essa com certeza foi uma experiência muito enriquecedora para o meu aprendizado não só como radialista profissional, mas também como ser humano. Foi ótimo saber que sou capaz de passar pelas maiores adversidades sem quebrar.

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A colação de grau


Em fevereiro de 2017 eu colei grau e assim encerrei totalmente essa fase da minha vida que foi o curso de Rádio, TV e Internet na Universidade Cruzeiro do Sul. E agora tenho um diploma para chamar de meu e que atesta que sou oficialmente Radialista.




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TCC de RTVI:
4/5: Apresentação e Encerramento


Preparando a apresentação Engana-se quem pensa que todos os nossos problemas e preocupações tinham acabado no momento em que entregamos os D...




A edição do programa


Após todas as filmagens, começou o longo processo de edição do programa. Essa parte ficou sendo responsabilidade de um dos colegas do grupo porque ele era o único que sabia editar, mas mesmo assim eu fazia questão de estar sempre do lado dele palpitando em tudo, haha. Nós dois estávamos sempre conversando sobre como poderia ser a edição, sugerindo coisas e dando ideias até entrarmos num consenso, mas era ele quem botava a mão na massa e editava mesmo.

Estávamos sendo alugando uma das ilhas de edição da faculdade e ficávamos algumas horas quase todos os dias mexendo na edição. O restante do grupo se juntava a nós naquele cubículo da ilha de edição só de vez em quando para acompanhar como estava indo a edição e também para dar suas próprias ideias, mas a real é que àquela altura não tinha muito o que eles pudessem fazer a não ser esperar a edição acabar.

Capa do DVD do programa

Label do programa

Além do próprio programa, também criamos vinhetas de abertura e encerramento do programa, além das chamadas para os quadros. Criamos também o logo do programa, fizemos um fundo pra ele e colocamos aquilo como a capa e o label do DVD, além da capa do projeto escrito.

Finalmente, após tudo estar finalizado, nós renderizamos e exportamos o programa e gravamos em alguns DVDs que seriam entregues à banca.

Gravação do quadro "Pergunte às Drags", na Esmalteria Nacional (Ago. 2016, São Paulo/SP)

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A finalização do projeto escrito


A essa altura do campeonato, o projeto escrito já estava quase que 100% pronto. Eu só estava fazendo as contracapas, dedicatórias, agradecimentos, o sumário e todas essas coisas que vão logo no início do projeto, porém que normalmente são umas das últimas coisas a serem feitas.

Eu também estava passando um “pente fino” em todo o projeto, ou seja, relendo TUDO para ter certeza absoluta de que tudo estava no seu lugar e que todos os textos estavam bons.

Por fim, após estar totalmente concluído, mandei ele inteiro para um colega do grupo que havia estudado as melhores papelarias e que fariam um bom preço para mandar imprimir e encadernar o projeto escrito.

Com o projeto escrito pronto em nossas mãos, entregamos ele à banca também.

Gravação no Hotel Transamérica Executive 21st Century (Ago. 2016, São Paulo/SP)

Apresentadora Taísa Pelosi, convidada Penélope Nova, e toda a equipe para a gravação do quadro "Rapidinha Casual"

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A Pós-Produção (edição e finalização do projeto escrito) começou em setembro e foi até novembro de 2016.

TCC de RTVI:
3/5: Pós-Produção


A edição do programa Após todas as filmagens, começou o longo processo de edição do programa. Essa parte ficou sendo responsabilidade de um ...




As gravações e os perrengues


Por mais que a gente tente se preparar ao máximo para as gravações, é sempre inevitável algo não planejado acontecer, e a gente não se deixar abalar e ter que se virar para resolver aquilo o mais rápido possível.

Nós sempre tínhamos horário para começar a gravar, seja porque o dono da locação só disponibilizou esse horário, ou fosse porque nós não podíamos perder a luz do dia. Mas sempre tinha alguém do elenco ou da equipe que atrasava HORAS para chegar no local, o que deixava nós todos puxando os cabelos de preocupação, haha.

Gravação na lanchonete Zé do Hamburger (Set. 2016, São Paulo/SP)

E não era apenas chegar e gravar, tinha que cuidar do cabelo, maquiagem e roupa da pessoa, repassar com ela como funcionaria o que ele iria gravar, fazer um ensaio básico só para todos os envolvidos terem uma noção de como deveriam ser as coisas, para daí sim começar a gravar.

Eu já sou uma pessoa naturalmente ansiosa, sempre fui de chegar cedo nos locais em que eu deveria estar, então imagina como eu não ficava quando alguém atrasava e o tempo ia passando, sem poder fazer nada a não ser esperar o atrasado chegar! Não era à toa que eu vivia uma pilha de nervos naquele ano, hahaha.



Isso sem contar quando não era algum equipamento que não queria funcionar no dia da filmagem, o Tascam que descarregava muito rápido, o cartão de memória cheio, a luz que estava com defeito e ficava piscando. Foi um verdadeiro surto da minha parte.

Mas aos trancos e barrancos nós conseguíamos improvisar e gravar tudo o que tínhamos planejado. Foram quatro dias de gravações em diferentes pontos da cidade de São Paulo. Foi tudo muito cansativo e preocupante, mas também cheio de momentos em que nos divertíamos muito só por estarmos ali reunidos, então as brincadeiras e risos também eram garantidos para descontrair.

Ao final do dia de filmagens nós ficávamos orgulhosos do amplo material gravado, que seria até difícil escolher as melhores partes, então no final deu tudo certo.

A apresentadora Taísa Pelosi

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O projeto escrito


Não bastando ter que fazer um programa de televisão, ainda tínhamos que escrever uma monografia também apresentando esse projeto. E eu fui a principal responsável pelo projeto escrito porque, como já disse, era a melhor do grupo com as palavras.

Claro que eu não escrevi aquilo tudo sozinha, era muita coisa para uma pessoa só fazer, então eu deleguei tarefas, definia sobre o que cada um do grupo iria escrever também, mas eu é que sempre ficava com a maior parte, além também de revisar e melhorar tudo o que os outros escreviam. Eu lia a relia inúmeras vezes o que eu mesma e todo mundo escrevia para que os textos ficassem bons, não tivessem erros, fossem coerentes, seguissem a normal ABNT, dentre outras coisas.

Equipe com a apresentadora Taísa Pelosi para a gravação das cabeças do programa

Também fiz várias pesquisas sobre o tema sexo, sobre como até hoje ele ainda é tratado como tabu, visitei vários sites e li vários livros que falam sobre isso, para selecionar informações e curiosidades legais para entrar no programa, pra colocar no roteiro e também nesse projeto escrito, sustentando a importância de se falar abertamente sobre isso.

Levei o ano inteiro cuidado de cada mínimo detalhe do projeto escrito, tinha muita coisa mesmo nele, não apenas apresentando a nossa produtora e o próprio programa, mas também falando sobre cada passo que nós demos durante a pré-produção, a produção e a pós-produção.



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A Produção (filmagem de todo o programa) aconteceu em agosto e setembro de 2016.

E o Projeto Escrito começou em março e só foi terminar em novembro de 2016.

TCC de RTVI:
2/5: Produção


As gravações e os perrengues Por mais que a gente tente se preparar ao máximo para as gravações, é sempre inevitável algo não planejado acon...



Em novembro de 2021 completa 5 anos que eu apresentei o meu TCC do curso de Rádio, TV e Internet (RTVI) na Universidade Cruzeiro do Sul (SP) e fui aprovada. Sem dúvidas foi uma fase da minha vida muito marcante, exaustiva e recompensadora e que eu notei que nunca falei sobre isso aqui no blog.

Sendo assim, resolvi fazer aqui uma série de 5 posts contando um pouco sobre como foi fazer cada etapa até chegar no resultado final. Então senta que lá vem história porque eu gosto de contar tudo bem detalhadamente, haha (isso porque eu tentei resumir ao máximo).

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A formação do grupo

Renata Carvalho, Eduardo da Silva, Tawane Pelosi, Beatriz Alves, Juliane Ferreira e Vitor Xavier

O ano era 2016. O último ano do meu curso de Rádio, TV e Internet com duração de quatro anos, então o ano do meu Trabalho de Conclusão de Curso.

Na minha faculdade era permitido os alunos escolherem fazer o TCC em grupo, em trio, em dupla ou mesmo sozinho. Desde sempre eu sabia que queria fazer o TCC em grupo, então me juntei e outros cinco colegas com quem eu já vinha mesmo fazendo todos os trabalhos da faculdade juntos, já conhecia eles e sabia como cada um trabalhava, éramos amigos. E assim, a nossa produtora (como eram chamados os grupos desse curso) passou a se chamar Cineart Produções.

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A escolha do projeto




Para o TCC desse curso, nós tínhamos que escolher fazer algum projeto audiovisual de verdade (um programa de televisão, programa de rádio, podcast, documentário, telefilme, websérie, radionovela, etc.), além da própria monografia explicando aquele projeto.

No início nós estávamos muito indecisos sobre o que fazer de TCC. Todo mundo dava várias ideias, baseadas nos gostos pessoais (um propôs algo relacionado a culinária, outro a moda, outra a cultura pop), mas que não chegavam a agradar todos os seis integrantes do grupo.



Um belo dia eu cansei e perguntei para eles “Qual tema nós todos gostamos? Qual assunto chama a atenção de todo mundo?”, e um dos colegas falou brincando bem alto: “SEXO!”. Primeiro nós todos rimos muito daquilo tudo, foi engraçado aquele momento, hahaha. Porém, passado o riso, a gente começou de verdade a pensar sobre isso e, de repente, nos encaramos com um brilho no olhar e perguntamos “Por que a gente não faz um programa de TV sobre sexo?”.

Foi ao mesmo tempo que todos nós nos empolgamos com esse tema e as ideias já começaram a fervilhar. Também conversamos com nosso orientador que curtiu bastante nossa ideia. E assim senti um grande alívio com o projeto finalmente decidido.

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O roteiro

Fui a Roteirista do programa

Criar um programa de TV do zero não é fácil, eram muitos detalhes que nós tínhamos que pensar. Estávamos sempre fazendo várias reuniões na faculdade para conversar sobre tudo, dar sugestões e ideias para serem aprovadas ou não por todo o grupo.

Eu era a responsável pelo roteiro do programa, já que de todo o grupo, eu era a que mais levava jeito com as palavras, os textos. Então nas reuniões, eu estava sempre anotando todas as ideias quem eram aprovadas por todos, e depois quando chegava em casa, escrevia o roteiro com todas as falas da apresentadora, descrevia aonde ela deveria estar e o que devia fazer, os momentos em que entrariam as vinhetas, a hora que algum convidado deveria falar, as perguntas que deveriam ser lidas e respondidas, etc.

Gravação no Parque da Independência (Set. 2016, São Paulo/SP)

Claro que eu fazia uma intensa pesquisa sobre o assunto, selecionava curiosidades e perguntas legais e interessantes para serem respondidas e debatidas no programa. Eu não queria colocar informação errada, então pesquisei e estudei muito mesmo, afinal o programa não seria apenas de entretenimento, mas de informação também.

Também fazia questão do meu grupo ler tudo o que eu escrevia para que eles pudessem dar suas opiniões, sugerir coisas, alterar, acrescentar ou tirar o que fosse necessário. Eu estava disposta a reescrever tudo o que fosse alterado quantas vezes fosse necessário, afinal não era porque eu estava escrevendo o roteiro que ele era meu, ele era nosso.

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O planejamento das gravações

Equipe e elenco para a gravação do quadro "Comendo bem, que mal tem?"

Demoramos muito tempo também para conseguir fechar com muita gente para as gravações do programa, e não foi nada fácil porque seriam muitos os envolvidos, cada um com uma disponibilidade diferente, e cabia a nós do grupo nos encaixarmos nos dias e horários que cada um podia participar.

Tínhamos que definir o elenco do programa (apresentadores e convidados), o cachê desse elenco, as locações para as gravações, um presente para o dono da locação (se tiver saído de graça), levar autorização do uso de imagem, voz e espaço para todos eles assinarem, pagar o transporte de todos de ida e volta, preparar e levar alimentação para todos, alugar com antecedência os equipamentos da faculdade para a gravação (câmera, iluminação, tripé, captação de áudio, etc.).

Eram tantos detalhes pra pensar que deixavam a gente louco, uma pilha de nervos e extremamente preocupados para que tudo desse certo no dia da gravação. Nós procurávamos sair cedo de casa para não atrasar e fazíamos um check-list com tudo o que deveria ser levado, mas mesmo assim sempre tinha uma coisa ou outra que esquecíamos, mas daí era na base do improviso que a gente se virava, haha.

Final do dia de gravações

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A Pré-Produção (decisão do projeto, pesquisa, conteúdo, roteiro, definição do elenco e das locações, reserva de equipamentos) começou em fevereiro e foi até agosto de 2016.

♦ TCC de RTVI:
1/5: Pré-Produção


Em novembro de 2021 completa 5 anos que eu apresentei o meu TCC do curso de Rádio, TV e Internet  (RTVI) na Universidade Cruzeiro do Sul (S...